Histórico

1895 – Manaus Eletric Lighting Company

Suas origens remontam a 1895, quando foi fundada a Manaus Eletric Lighting Company, incorporada pelo governo do Estado do Amazonas em 1898. Em 1908 foi arrendada pelo Engenheiro Antônio Lavandaira que repassou para The Manaos Tramways and Light Company em 1918. Em 1950 volta às mãos do governo estadual com o nome de Companhia de Eletricidade de Manaus, sendo que em 1962 a Eletrobrás, recém criada, passa ser a maior acionista. De acordo com a política do Governo Federal para o setor elétrico, que foi implantada gradativamente, cabia às empresas federais, controladas pela Eletrobrás, a geração de energia elétrica. Para isso, a Eletrobras tinha sob seu controle cinco empresas federais, com áreas de atuação bem definidas. A parte de distribuição ficava a cargo das empresas estaduais, associadas à Eletrobrás.

1950 – CEM/CELETRAMAZON

O Estado do Amazonas era um caso singular nesse panorama. Possuía uma empresa federal, controlada pela Eletrobrás, que gerava e distribuía a energia para a capital (a Centrais Elétricas de Manaus – CEM) e uma empresa estadual, que gerava e distribuía a energia para o interior do Estado (a Centrais Elétricas do Amazonas – Celetramazon). Foi determinado à Eletronorte, pelo Governo Federal, que assumisse a geração e, provisoriamente, a distribuição de energia elétrica na capital do Estado do Amazonas.

A Eletronorte assumiria o parque gerador da CEM e o sistema de distribuição seria transferido para a Celetramazon, juntamente com todo o acervo pertinente. Entretanto, devido a problemas de ordem administrativo-econômico-financeira, ocorridos na Celetramazon, em maio de 1980, o governo decidiu deixar, provisoriamente, sob a responsabilidade da Eletronorte também a parte de distribuição de energia elétrica, tarefa que está totalmente fora da cultura da empresa, embora fosse a Eletronorte a empresa que prestava apoio empresarial e técnico às concessionárias de sua área de atuação, na época, 58% do território nacional.

Tendo em vista tal situação, a Eletronorte começou um trabalho de assessoramento junto a Celetramazon, de modo a preparar sua estrutura para receber o sistema de distribuição da capital, em futuro próximo, sem perder de vista a continuidade da prestação eficiente dos serviços de geração e distribuição ao interior do Estado.

O departamento de Relações Públicas da Eletronorte foi, então, chamado para tentar melhorar a imagem da empresa junto à opinião pública, a qual estava desgastada em razão da admissão coletiva da antiga diretoria, acusada de corrupção, e também pelo posicionamento do Governo Federal de não consentir que fosse transferido, de imediato, o sistema de distribuição da CEM para a Celetramazon, como seria natural.

O desgaste decorrente da falta de entendimento entre os presidentes das duas empresas locais, que acabou vindo a público, afetou todo o setor e apresentava-se com fator altamente negativo aos nossos propósitos

O desafio era, portanto, restabelecer a imagem da companhia, para que a Eletronorte pudesse trabalhar junto a ela, no sentido de que, em janeiro de 1982, estivesse preparada para receber o sistema de distribuição de energia elétrica da Capital Amazonense, o grande mercado do Estado, e continuar distribuindo energia para o interior.

Diante da situação encontrada e detectado o problema a próxima fase foi traçar os objetivos que se seguiram:

  • Obter do público interno a compreensão e, posteriormente, a colaboração no trabalho de recuperação da imagem da Celetramazon;
  • Recuperar a imagem da Celetramazon, totalmente desgastada pelos problemas já citados, que provocaram um descrédito total na sua atuação como empresa prestadora de serviços de utilidade pública;
  • Esvaziar a crise da confiança instalada a partir de indisposições internas geradas por questões políticas locais e que já estavam extravasando a esfera interna para chegar ao conhecimento da opinião pública com reflexos altamente negativos;
  • Estimular atitudes positivas no público em relação à Celetramazon, mostrando os bons serviços que a empresa já havia prestado à comunidade amazonense, no passado;
  • Informar o público sobre os problemas existentes na empresa, fartamente especulados pela imprensa, sobre os feitos da empresa no passado e sobre as providências que se pretendia adotar para recuperar a empresa;
  • Preparar os ex-empregados da CEM, do setor de distribuição, para sua transferência à Celetramazon, quando tais serviços foram transferidos, em 1982, da Eletronorte à companhia estadual.

CEAM – Companhia Energética do Amazonas

A Companhia Energética do Amazonas – CEAM foi uma empresa estadual, que gerava e distribuía a energia para o interior do Estado (antiga Centrais Elétricas do Amazonas – CELETRAMAZON), abrangendo uma extensão de 1.559.344 km², representando cerca de 98,7% deste território, com uma população interiorana estimada em 1.632.086 habitantes, dos quais aproximadamente 35% não têm acesso ao serviço de energia elétrica. Em abril de 2000 a CEAM, controlada pelo Governo do Estado teve seu controle acionário assumido pela Eletrobrás.

1997 – Manaus Energia

Em 1997 a Eletronorte cria a Manaus Energia S.A. como sua subsidiária integral. A Manaus Energia, atendia 437.713 consumidores ativos na capital do Estado do Amazonas. Além da capital, atendia os municípios de Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, abrangendo uma população da ordem de 1.600.000 habitantes, equivalente a 55% do total da população do Estado e tinha previsão até 2001 o atendimento aos municípios de Itacoatiara, Manacapuru e Iranduba.

2008 – FUSÃO – Manaus Energia e CEAM Nasce uma nova empresa: Amazonas Energi

A Manaus Energia foi autorizada pelo inciso IV do Art. 5º da Medida Provisória nº 1.531-11, de 17 de outubro de 1997, posteriormente convalidada pela Lei nº 9.648, de 27 de maio de 1998, porém, a Escritura Pública de Constituição foi publicada no Diário Oficial da União, de 13 de fevereiro de 1998. Marco Regulatório da Incorporação da CEAM é a Resolução Autorizativa da ANEEL Nº 1.304, de 18 de março de 2008.

Em 26 de maio de 2008, A Manaus Energia assume a direção da CEAM, constituindo-se assim no maior sistema de geração isolado do mundo. Adequações na gestão, aperfeiçoamento das ações e processos existentes, busca da excelência na prestação dos serviços e rentabilidade na gestão dos negócios foram objetivos perseguidos desde o primeiro momento. Transparência, equidade e responsabilidade corporativa com estabelecimento de relações de confiança, integridade e respeito com os acionistas, clientes, empregados, fornecedores, sociedade e governo foram atributos essenciais para o atingimento das metas. A partir desta função surgiu a necessidade de ser criada uma nova marca que demonstrasse toda a grandeza da nova empresa compromissada com a excelência na prestação de seus serviços.

Em 2 de setembro de 2008 foi realizada a primeira reunião para discutir o Plano de Ação do Sistema Manaus. Na ocasião, a Diretoria da Manaus Energia fez uma apresentação da situação atual do atendimento a Manaus e ao interior do Estado do Amazonas, tanto pelo lado da geração quanto da transmissão, da subtransmissão e da distribuição e como iriam se apresentar as novas frentes de trabalho no ano de 2009.

Com base nos dados apresentados nesta reunião surgiu no Amazonas uma nova empresa, capacitada para contribuir no desenvolvimento deste estado que cresce em ritmo acelerado e que tem pela frente um futuro muito promissor. Uma empresa que nasceu com a marca da gestão moderna, que trabalha para obter máxima eficiência e resultados cada vez melhores para os seus clientes e será responsável pelas atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica em todo o território amazonense: Amazonas Energia.

2010 – A unificação Eletrobras – Amazonas Energia

Na condição de holding, a Eletrobras controla grande parte dos sistemas de geração e transmissão de energia elétrica do Brasil por intermédio de seis subsidiárias: Eletrobras Chesf, Eletrobras Furnas, Eletrobras Eletrosul, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras CGTEE e Eletrobras Eletronuclear. Além de principal acionista dessas empresas, a Eletrobras, em nome do governo brasileiro, detém metade do capital de Itaipu Binacional.

A holding também controla o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Eletrobras Cepel) e a Eletrobras Participações S.A. (Eletrobras Eletropar). Além disso, atua na área de distribuição de energia por meio das empresas Eletrobras Amazonas Energia, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Distribuição Roraima, Eletrobras Distribuição Rondônia, Eletrobras Distribuição Piauí e Eletrobras Distribuição Alagoas.

A capacidade geradora da Eletrobras, incluindo metade da potência de Itaipu pertencente ao Brasil, é de 39.413 MW, correspondentes a 38% do total nacional. As linhas de transmissão têm mais de 59 mil km de extensão, representando cerca de 56% do total das linhas do Brasil.

No dia 22 de abril de 2010 foi lançada a nova marca da Eletrobras, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, um dos marcos mais importantes do Plano de Transformação da empresa, que começou oficialmente em dezembro de 2008, com uma apresentação da diretoria para o corpo de empregados, no Vivo Rio. De lá para cá, as subsidiárias tiveram seus estatutos unificados, a lei de criação foi modificada para permitir que a companhia realizasse investimentos no exterior.

O primeiro grande marco do processo de transformação da Eletrobras foi a Lei 11.651, editada em abril de 2009 que permite a companhia atuar no exterior, um passo essencial para equipá-la a fim de enfrentar as grandes empresas mundiais de energia, pelo Plano Estratégico da Eletrobras, a empresa terá, em 2020, 10% de suas receitas provenientes de operações no exterior.

Inserida nesse movimento de internacionalização, a nova marca, porém, não foi pensada exclusivamente levando em conta a expansão no exterior. O mais importante da nova marca é que ela mostra como, para a Eletrobras, a geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica podem conviver em harmonia com o meio ambiente.

Ter a marca da Eletrobras nos logos de todas as 16 empresas que compõem o Sistema é, também, o significado visível de outras providências fundamentais, como por exemplo, a uniformização dos estatutos das subsidiárias de maneira que as decisões estratégicas passaram a ser tomadas no Conselho de Administração da holding onde o primeiro Plano Estratégico pode abranger todas as empresas. Essa arquitetura nova, com os novos logos, representa muito bem o momento pelo qual passam as empresas e indica claramente o futuro.